Diagnóstico e Tratamento de Miocardite, Pericardite, Valvopatias, Doenças Cardíacas Infiltrativas e Vasculite
Miocardite
- A miocardite deve ser suspeitada em pacientes com dor torácica, alterações eletrocardiográficas, elevação de biomarcadores cardíacos e/ou disfunção ventricular sem doença coronariana obstrutiva, de acordo com a European Heart Journal 1
- O diagnóstico requer pelo menos um critério maior ou dois critérios menores, incluindo sintomas clínicos, alterações no ECG, elevação de troponina, e achados em exames de imagem, conforme recomendado pela European Heart Journal e Circulation 2, 1
- A ressonância magnética cardíaca (RMC) é fundamental para o diagnóstico não invasivo, especialmente com técnicas de T1 e T2 mapping, T2-weighted short tau inversion recovery (T2STIR) e realce tardio com gadolínio, de acordo com a Annals of Oncology 3
- Pacientes com miocardite aguda devem ser hospitalizados para monitoramento contínuo de ECG devido ao risco de arritmias malignas, conforme recomendado pela European Heart Journal 2
- Para miocardite associada a doenças autoimunes, iniciar metilprednisolona intravenosa 1000 mg/dia, seguida de prednisona oral 1-2 mg/kg/dia por 1-2 semanas, de acordo com a Circulation 4
- Em casos de miocardite fulminante com arritmias ventriculares malignas refratárias, considerar suporte circulatório mecânico, conforme recomendado pela European Heart Journal 2
Pericardite
- O diagnóstico de pericardite aguda requer pelo menos 2 dos 4 critérios: dor torácica pericárdica, atrito pericárdico, elevação difusa do segmento ST ou depressão do segmento PR no ECG, e derrame pericárdico novo ou agravado, de acordo com a European Heart Journal 5
- Pacientes de baixo risco podem ser tratados ambulatorialmente com reavaliação após uma semana para verificar resposta ao tratamento, conforme recomendado pela European Heart Journal 5
Valvopatias
- Avaliação inicial deve incluir história clínica detalhada, exame físico com atenção especial à presença de sopros cardíacos, e ecocardiograma transtorácico, de acordo com a European Heart Journal 6
- O ecocardiograma é essencial para determinar a gravidade, etiologia e repercussão hemodinâmica da valvopatia, conforme recomendado pela European Heart Journal 6
- O manejo inicial depende do tipo e gravidade da valvopatia, presença de sintomas e função ventricular, de acordo com a European Heart Journal 6
- Tratamento de comorbidades como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca conforme diretrizes específicas, de acordo com a Circulation 4
Doenças Cardíacas Infiltrativas Associadas à Estenose Aórtica
- Suspeitar em pacientes com estenose aórtica e características atípicas como desproporção entre a gravidade da estenose e sintomas, alterações de condução, ou hipertrofia ventricular desproporcional, de acordo com a Circulation 7
- Ressonância magnética cardíaca com técnicas de mapeamento T1 e realce tardio é fundamental para identificar infiltração miocárdica, de acordo com a Annals of Oncology 3
- O tratamento deve ser direcionado à doença de base (amiloidose, sarcoidose, etc.), de acordo com a Circulation 7
- Manejo da estenose aórtica conforme sua gravidade, com indicação de intervenção valvar quando apropriado, de acordo com a European Heart Journal 6
Considerações Importantes
- Monitoramento cardíaco contínuo é essencial em pacientes com miocardite aguda e pericardite complicada devido ao risco de arritmias malignas, conforme recomendado pela European Heart Journal 2
- A avaliação da resposta à terapia anti-inflamatória deve ser realizada após uma semana em casos de pericardite, de acordo com a European Heart Journal 5
- O diagnóstico diferencial de dor torácica deve incluir síndrome coronariana aguda, embolia pulmonar, dissecção aórtica e causas não cardíacas, de acordo com a Circulation e outras fontes 8