Testosterona para Disfunção Sexual Hipoativa em Mulheres
Recomendações Gerais
- A testosterona transdérmica pode ser considerada para mulheres pós-menopáusicas com disfunção sexual hipoativa, mas não é recomendada como primeira linha e não possui aprovação do FDA para esta indicação, com evidências limitadas de eficácia e segurança a longo prazo 1
- A eficácia da testosterona é modesta, resultando em aproximadamente 1 evento sexual satisfatório adicional a cada 2 meses comparado ao placebo 1
Contraindicações e Precauções
- A testosterona não é recomendada após câncer de mama devido a preocupações de segurança não estabelecidas 2 3
- A testosterona pode não ser efetiva sem níveis adequados de estrogênio circulante 2 3
- História de câncer de mama ou outros cânceres hormônio-dependentes é uma contraindicação absoluta para o uso de testosterona 2 3
Posologia e Administração
- A dose recomendada de testosterona transdérmica é de 1% testosterona, 5g aplicados 2 vezes por semana 4 5
- A testosterona transdérmica deve ser aplicada em pele seca e intacta do abdômen, costas, coxas superiores ou braços superiores 4 5
Monitoramento e Segurança
- A testosterona total e livre deve ser medida a qualquer momento (pico ocorre 6-8 horas após aplicação de gel) 4 5
- O alvo é alcançar níveis no meio da faixa normal feminina (não os valores masculinos de 500-600 ng/dL) 4
- A frequência de monitoramento deve ser a cada 3 meses durante o primeiro ano 5
Tratamento e Algoritmo
- A primeira linha de tratamento para disfunção sexual hipoativa em mulheres pré-menopáusicas é flibanserin 100 mg ao deitar diariamente 1
- A segunda linha de tratamento pode incluir bupropiona ou buspirona, com dados limitados 1 3
- A testosterona transdérmica pode ser considerada como terceira linha de tratamento em mulheres pós-menopáusicas sem história de câncer hormônio-dependente 1 2 3
First‑Line Non‑Hormonal Management and Contraindications for Testosterone Use in Postmenopausal Women with HSDD
Non‑Hormonal First‑Line Options
- For postmenopausal women with hypoactive sexual desire disorder, guideline‑based first‑line therapy includes non‑hormonal interventions such as cognitive‑behavioral therapy, pelvic floor physical therapy, and vaginal moisturizers, rather than testosterone therapy. [6][7]
Absolute Contraindications to Testosterone Therapy
- Testosterone should not be prescribed to women who have a history of breast cancer or other hormone‑dependent malignancies, nor to those with current or suspected breast cancer, as these conditions constitute absolute contraindications. [6][7]
Testosterone Therapy for Women with Hypoactive Sexual Desire Disorder – Evidence‑Based Recommendations
Contraindications
- Pregnancy or breastfeeding are absolute contraindications to the use of testosterone in women with HSDD. 8
- Women attempting conception should not receive exogenous testosterone, as it can suppress ovarian function and may have lasting effects on fertility. 9
- Women with a history of breast cancer should avoid testosterone therapy, because safety has not been established and potential risks outweigh any benefit. 8
Treatment Duration and Efficacy Assessment
- Efficacy should be reassessed after 3–6 months of therapy; if no clinical improvement is observed, testosterone should be discontinued. 8
- Therapy is recommended to be limited to a maximum of 24 months, reflecting the lack of long‑term safety data. 8
Monitoring Plan
- Laboratory and clinical monitoring every 3 months during the first year of testosterone treatment is advised to evaluate hormone levels, lipid profile, liver function, and blood counts. 8